por Lilian Cacau
Outubro é considerado o principal mês de alerta sobre a prevenção do câncer de mama no Brasil. O Ministério da Saúde lança em todo o país a Campanha Outubro Rosa, a fim de chamar a atenção, principalmente das mulheres, sobre as formas de diagnóstico precoce, para aumentar as chances de cura da doença que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres.
O Instituto ainda considera a estimativa de 49.240 novos casos de câncer de mama para o ano de 2011 no Brasil. Os números assustam e é preciso ampla divulgação e conscientização da população sobre as formas mais eficazes de identificação de possíveis nódulos logo em fase inicial, afinal, se descoberto neste período, o prognóstico tende a ser bom.
O ginecologista e obstetra, Dr. Guerino de Marta que atua como mastologista no Hospital e Maternidade Vital Brazil - São Camilo - em Timóteo, acredita que a incidência do câncer tem aumentado entre as mulheres por vários fatores:
a) reprodutivos: menor paridade (menor número de filhos), paridade tardia (primeiro filho em idade avançada), menarca (primeira menstruação) precoce, menopausa (última menstruação) tardia;
b) familiares: principalmente mãe ou irma com historia de câncer de mama, ligados aos genes BRCA1 e BRCA2;
c) hormonais: a TRH prolongada (terapia de reposição hormonal na menopausa);
d) nutricionais e sociais: dieta gordurosa, abuso de álcool, tabagismo, falta de atividade física e outros.
Rastreamento
Para rastreamento do câncer de mama deve-se realizar uma mamografia aos 35 anos, complementando com ultrassonografia das mamas se necessário e, anualmente após os 40 anos, caso não haja alteração no exame físico ou na mamografia de base (prévia). No serviço público, recomenda-se uma mamografia a cada dois anos dos 40 aos 50 anos e a seguir anualmente. Havendo histórico familiar de câncer de mama, este rastreamento deve se iniciar mais precocemente.
"A detecção do câncer deve começar pelo exame físico. Na tentativa de obter um diagnóstico mais precoce, alguns serviços estimulam o autoexame mamário pelas clientes, porém, em alguns casos esse autoexame tem sido questionado por gerar ansiedade na cliente com achados falso positivos, principalmente em mamas de alta densidade", detalha o mastologista.
Os achados mamários de câncer de mama são basicamente nódulos sólidos (duros) de contornos irregulares, muitas vezes não palpáveis, e microcalcificações, que são pontinhos brancos agrupados na mamografia de características próprias de câncer. "Lembramos que cistos simples não são e não viram câncer, são benignos, assim como a maioria dos nódulos sólidos de contornos regulares", reforça.
Dr. Guerino de Marta frisa que dor nas mamas geralmente não está relacionada ao câncer. Elas tendem a ser secundárias à ação da progesterona com retenção de líquido dando dor pré menstrual e ocorrendo principalmente nas mamas mais densas (mais duras).
O laço rosa ilustra a Campanha de prevenção do câncer de mama: Outubro rosa