As diretorias técnica, clínica e administrativa do Hospital São Camilo de Salto comemoram a realização da primeira cirurgia de Endarterectomia de Carótida, procedimento de alta complexidade que consiste na remoção da placa de aterosclerose; doença inflamatória crônica que bloqueia o fluxo sanguíneo na artéria carótida.
O procedimento é realizado na região do pescoço e é a forma mais eficaz para restauração do fluxo sanguíneo, já que, a aterosclerose pode ser fatal quando afeta as artérias do coração ou do cérebro, considerados órgãos de mínima resistência quando há falta de oxigênio.
"As artérias carótidas levam sangue ao cérebro, ficam localizadas no pescoço e estendem-se desde a aorta até a base do crânio. Quando há obstrução, geralmente ocasionada pelo envelhecimento e acúmulo de substâncias como cálcio e tecido fibroso, há o endurecimento dos vasos e a natural reação inflamatória que compromete a passagem de sangue ao resto do corpo. Daí, a necessidade de cirurgia", explica o cirurgião Dr. Renato Cassani.
A intervenção foi realizada pelo Dr. Renato Cassani, cirurgião vascular e também gerente médico do Hospital e pelo plantonista cirurgião vascular, Dr. César Monteiro. A paciente saltense, Ana Maria de Morais Calafati, de 60 anos, passa bem após a cirurgia de alta complexidade que não era comum de ser realizada no Hospital.
"Procedimentos dessa complexidade antes eram encaminhados a outros hospitais da região. No caso dessa paciente, foi possível, após uma avaliação das demandas emergenciais e das condições estruturais do Hospital. Ficamos muito satisfeitos com a realização desta cirurgia e isso mostra a preocupação do Hospital em se tornar mais resolutivo pra própria população", destacou o diretor Marcos Paiva.
Quando casos de Endarterectomia não são solucionados, podem causar Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente chamado de derrame ou isquemia cerebral. O cirurgião ainda detalha que nos casos mais graves, o acúmulo de placas quando se soltam podem chegar até o cérebro, sendo casos irreversíveis e nos casos menos graves, o ataque isquêmico transitório pode ser um alerta para ocorrência do AVC futuramente.
A cirurgia também tem função de prevenção para a ocorrência de derrame (AVC), atualmente doença que causa a morte de 1 pessoa a cada seis segundos em todo o mundo, segundo estatísticas da ONG Rede Brasil.
em 07/02/2012